Apenas na escola da prefeitura que
trabalho tenho alunos com deficiências, há um aluno de 7º ano laudado com uma
síndrome autista em avaliação. O aluno faz apenas rabiscos nos cadernos, por vezes é agitado no
sentido de não ficar no lugar e querer constantemente sair da sala, algumas
vezes agressivo puxando cabelos e mordendo colegas. A criança possui pouca
linguagem verbal e não verbal gestual. Cheguei a essa escola nesse ano, por uma
solicitação de remoção. Tão logo cheguei e como também há poucos casos na
escola, a Coordenação teve o cuidado de nos apresentar o caso e solicitou nos
possíveis intervenções.
Nessa direção, mais interessante é conversar
com os professores que já deram aula para o aluno, consultando seu portfólio e
compartilhar experiências, especialmente as boas, além de realizar com alunos
da turma sobre as limitações que o colega apresenta e juntamente com o professor estabelecer parcerias
de participação nas aulas no auxilio para o desenvolvimento de atividades.
Assim, indo de encontro com o
projeto da escola desse ano: Tolerância e Diversidade, logo nos primeiros dias
que cheguei a sala, conheci o garoto e na semana seguinte conversei com a turma
sobre valores do respeito mútuo, da diversidade que possuímos como seres
individuais e que cada um de nós é diferente. Destaquei as dificuldades que
cada um pode apresentar e que de forma interacionista podemos superá-las ou ao
menos minimizar. Em especial, ao garoto com deficiência, os alunos se dispuseram
a poder realizar o auxílio e já apresentamos resultados na linguagem não
verbal.
Ministrei algumas
aulas sobre o dia dos Namorados, (Valentines's Day) que foi no dia 14 de
fevereiro, e durante o processo o aluno em questão mostrou apático, não aceitando
qualquer tentativa de intervenção, contanto no produto final, o aluno
participou com o auxilio de colegas e apresentou um coração. Foi uma alegria
não só para ele, que ficara contente por ter conseguido fazer algo, mas para
colegas e a mim